Friday, November 20, 2009

Voos de Borboleta



Publicado no Jornal da Cidade


Poços de Caldas, MG
16 de Outubro de 2009




Coluna: Comunicar-te


LIVRO


Por Hugo Pontes*

(foto: Edith Janete Schaefer)


Voos de Borboleta, Chris Herrmann,


Ed. Protexto, Curitiba-PR, 2009


Haicai é uma forma poética de origem japonesa, cujos versos valorizam a concisão e a objetividade. Os poemas são estruturados em três linhas, contendo na primeira e na última cinco e na segunda sete letras japonesas. O poeta mais importante que cultivou essa forma foi Matsuô Bashô (1644-1694), o qual dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática voltada para o lado espiritual.

No Brasil o primeiro poeta a desenvolver e divulgar o haicai foi Guilherme de Almeida, que não só o dotou de estrutura métrica rígida, mas também de rimas e título. No esquema proposto por Almeida, o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo verso possui uma rima interna (a segunda rima com a sétima sílaba). Uma outra corrente do haikai brasileiro é a tradicionalista. Promovida inicialmente por imigrantes ou descendentes de imigrantes japoneses, como Hidekazu Masuda, de nome literário Goga, e Teruko Oda, essa corrente define o o haicai como um poema de três versos, em linguagem simples, sem rima, que somam dezessete sílabas poéticas (cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro). Além disso, o haicai tradicional deve conter sempre uma referência à estação do ano, expressa por uma palavra: o chamado kigo = palavra de estação. O kigo é a celebração da unidade morte-vida, enquanto o haicai é o registro desse acontecimento.

Uma terceira forma de se praticar o haicai no Brasil é a que não se importa com a métrica nem o uso sistemático de uma referência à estação do ano em que o poema foi composto. Os principais nomes dessa corrente são Alice Ruiz, Millôr Fernandes e Paulo Leminski.

De difícil elaboração, o haicai traz em seu contexto mensagens de rara beleza e conteúdo, revelando a sensibilidade dos poetas na busca da essência da natureza, no íntimo de todas as coisas de modo simples, sutil e artística. Seus versos e estrofe curtos estão relacionados com a busca da unidade de uma forma compacta.

Com essa introdução didática quero situar a obra sobre a qual faço o comentário, uma vez que busco situar no conceito do haicai os poemas de Chris Herrmann, autora deste livro.

Chris nasceu no Rio de Janeiro e vive, atualmente, na Alemanha. É uma poeta voltada para temas que envolvem a vida, a natureza, o meio-ambiente e a beleza do ser humano, enquanto sentimento e conduta. Utiliza em seus versos as palavras com rara precisão, como deve acontecer no haicai, além de empregar uma linguagem que dá margem ao duplo sentido. Em relação ao conteúdo é mestra em alternar razão e sentimento.

A poeta selecionou, com rara sensibilidade e inteligência, os poemas para o seu Voos de Borboleta e dividiu o livro em sete partes contendo poemas cuja temática justifica cada um dos títulos: Rasantes, Nas Alturas, No Espelho, Urbanos, Haigatos, Polinizadores e Germanizantes. Tudo compondo um concerto sobre a essência da vida.


* O Autor é escritor, jornalista e professor. A sua Caixa Postal é 922, CEP 37701-970, Poços de Caldas (MG). O seu e-mail é hugopontes@pocos-net.com.br

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O Poeta e Artista Visual Leo Lobos

Chris Herrmann




(foto por Maria Eugenia Lagunas)

Além de um grande amigo, um artista sem igual. Leonardo Andrés Lobos Lagos (Santiago do Chile, 1966) poeta, ensaísta, tradutor e artista visual. Possui as seguintes publicações: Cartas de más abajo (1992) editado pela Faculdade de Artes da Universidade do Chile e Arrayán editores, + poesía (1995) súper yo editores, ángeles eléctricos (1997) Luis Saldias editorial, Camino a Copa de Oro (1998) edições Pazific Zunami, Perdidos en La Habana y otros poemas (1999), Cielos (2000), Nueva York en un poeta (2001), a seleção antológica Turbosílabas (2003) pela editora gato de papel que reúne seus poemas de 1986 a 2003, Devagar (2004), Un sin nombre (2005), Nieve (2006), Vía regia (2007) e No permitas que el paisaje este triste (2007).

Como co-editor, junto com o artista visual Rafael Insunza, publicou o livro em homenagem ao poeta chileno Pablo Neruda: Diez máskaras y un kapitán el año 1998, uma homenagem ao poeta universal dos artistas visuais Rafael Insunza, Jorge Cerezo, Rafael Gumucio, Sergio Amira y Claudio Correa com o patrocínio da Fundação Pablo Neruda e da Universidade do Chile, editora Pazific Zunami.

Participa com seus poemas, ensaios, ilustrações, fotografías e traduções dos meios culturais no Chile e em outros países, tem sido traduzido ao inglês, português, holandês, francês e alemão.

Vem realizando inúmeras exposições individuais e coletivas; suas pinturas, ilustrações, poemas visuais e desenhos fazem parte de coleções privadas na França, Brasil, México, Estados Unidos e Chile.

Leo Lobos foi agraciado com a bolsa UNESCO-Aschberg de literatura em 2002 e fez residência criativa no Centre de Arte de Marnay Art Center CAMAC na cidade de Marnay-sur-Seine, França entre 2002-2003.

Blog: http://leolobos.blogspot.com



Seleção de 5 Poemas de Leo Lobos (no original em espanhol)



"Soy sirio. ¿Qué te asombra, extranjero, si el

mundo es la patria en que vivimos todos, paridos por el caos?"


Meleagro de Gádara, 100 antes de Cristo.



Jazz on the park


Leemos el diario en el Jazz on the Park ( Jazz on the Park es el hotel donde nos hemos mudado), me siento encerrado.

Nos han invitado al concierto de Peter Salett, y es sin duda una buena idea para salir de aquí al paso del estado en el que nos encontramos. Un taxi móvil nos lleva al Club que está prácticamente copado, entramos sin dificultad con la ayuda de los ángeles custodios en medio de luces fotográficas cegadoras, tomamos bebidas blancas, escuchamos con atención mientras hermosas mujeres rubias son

mecidas por la música.


New York, Estados Unidos, 1999.



Tres mujeres, un piano, un gato y una tormenta


A Alexandra Keim


Es difícil ser un pájaro

y volar contra la tormenta sobre la cicatriz de la Tierra que deja el camino de asfalto

mejor es como un gato estar

siempre atento a las brasas

cerca de la chimenea

y escuchar

siempre atento escuchar

a tres lenguas diferentes hablar

un idioma a la vez fascinante

a la vez misterioso y conocido

oír e ir en su música

en sus luces y propias

y universales sombras

fotografiar

por tan solo un segundo

fotografiar con la mirada sus perfiles

de ser posible

flotar

dentro

de la sala

como

un pájaro

en

la

tormenta


Marnay-sur-Seine, Francia, 2002.



Silencioso dentro de la noche


“Ser como o rio que deflui

silencioso dentro da noite”


Manuel Bandeira



Fluir, leve andar

descalzo inflar lentamente los pulmones

pesar cada paso sentir

cada instante entrar

silencioso dentro

de la noche

como sí ella

fueras


Marnay-sur-Seine, Francia, 2002.



Una secreta forma


"las palabras como el río en la arena

se entierran en la arena"


Roberto Matta



el automóvil esta poseído por la fuerza

de los animales que le habitan

como un carruaje tirado por caballos

sobre piedras húmedas de un pasado verano

Río de Janeiro aparece de repente como

la secreta forma que el Atlántico

deja entrever desde sus colinas de azúcar:

ballenas a la distancia algo

comunican a nuestra humanidad sorda

y cegadas por el sol preparan su próximo vuelo

caen ellas entonces una vez más como

lo han hecho desde hace siglos

caen ellas en las profundidades entonces

caen ellas y crecen en su liquido amniótico.


São Paulo, Brasil, 2004.



Perdidos en La Habana


Se puede ver a lo largo de Cuba verdes

o rojos o amarillos descascarándose con el

agua y el sol, verdaderos paisajes de estos

tiempos de guerra


Después de tres botellas de ron

ella lloraba en el lobby

del Hotel Capri, mientras le leía poemas que no eran míos,


Hablaba de las playas a las que llegó

en motocicleta, cuando aún el sol brillaba

los cubanos son niños que lo miran todo decía


Otro él, aparece desde el centro del salón y necesito

más de un segundo para

reconocerle

me acerco y me cuenta de mujeres, palacios de salsa,

de bailes mágicos

no hay, pienso

no existe una isla

sin orillas...

No quiero habanos

no tengo dólares

mejor será

desaparecer antes que la noche


El Vedado, La Habana, Cuba, 1995.



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Thursday, November 19, 2009


arte digital: chris herrmann - 2009


Livros empilhados.
O catador de papel
não sabia ler.


Chris Herrmann

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Sunday, November 08, 2009

Chega de Hipocrisia!

Participe da Passeata quem for do Rio e tiver chance, pois é por uma causa muito importante. As drogas destróem famílias e já está na hora das autoridades brasileiras abrirem os olhos de vez para o problema e ter os pés no chão, realmente agir. Não é possível que ainda tenha que haver tanto sofrimento para se fazer algo.

Qualquer movimento contra as drogas e a favor de regras de prevenção e saúde, não é algo pessoal, é legítimo porque envolve toda a sociedade que quer se livrar do fantasma da devastação que as drogas podem causar.

Este movimento conta com apoios diversos e divulgações que incluem:
Movimento Poetas del Mundo, Blog do Poeta Affonso Romano de Sant’anna, Amiga FM 105,9, CadaMinuto.com.br, Blog do Coronel de Polícia Paulo Ricardo Paúl, Revista Zap, Grupo Gaia Brasil, Comissão de Direitos Humanos da OAB, Portal Chris Herrmann, Blog "O Ícaro e a Borboleta", Comunidade "Café Filosófico das Quatro", Jornal do CF4, O Rebate (Coluna da Soninha Porto), Grupo Pró-Prôa, Pró-Vida: Não às Drogas Lícitas e Ilícitas (criado no Ning por Soninha Porto), etc..


Chris Herrmann





Domingo

Dia 8 de novembro
Caminhada em direção ao Leme
Concentração a partir das 14 horas
No Posto 6, em Copacabana
Em frente ao posto de salva-vidas

- Pela internação compulsória dos usuários de drogas pesadas, legais ou ilegais, que já perderam todos os limites. Criação de unidades terapêuticas humanas e modernas para recebê-los, com acompanhamento especializado que realmente os reabilite. E seguindo critérios de análise, caso a caso, para que não haja abuso deste poder;


- Pelo fim de toda propaganda de bebidas alcoólicas, em qualquer meio. Colocação de advertências educativas nos rótulos dessas bebidas, sobre os prejuízos que podem causar à saúde, como se faz nos maços de cigarros. Abertura de discussão sobre o aumento da idade permitida para o consumo destas bebidas para 21 anos, como já acontece em outros países, e com fiscalização eficiente.


- Pela alteração das normas que regulam os planos de saúde, para que os doentes mentais e viciados em drogas pesadas possam se tratar, sem limite de tempo.


- Por um amplo debate nacional sobre a política de drogas em nosso país, sem hipocrisia e com os pés no chão, para que se equacione esta questão e vítimas diárias deixem de ser produzidas, enlutando famílias por todo Brasil.


Ou a sociedade avança e discute seriamente seus problemas ou não seremos uma sociedade, mas sim milhões de individualidades, uma nação egoísta.
Chega de Hipocrisia!
Este é Nosso Grito!


peço que Divulguem por favor!


Obrigado!
Luiz Fernando Prôa

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Thursday, August 27, 2009

Exposição CONVERGÊNCIAS - A Poesia Visual de Tchello d´Barros em Santa Teresa - Rio de Janeiro

A partir de 3 de Setembro de 2009


“Convergências” – A Poesia Visual de Tchello d’Barros

O espaço de exposições do Largo das Letras, Rio de Janeiro – RJ, apresenta a exposição Convergências, composta de poemas visuais do catarinense/alagoano Tchello d’Barros. A mostra apresenta também o álbum fotográfico Palavraria Pública, um exercício de street photography, onde o autor fotografa – no Brasil e em diversos países - recortes de frases em placas, out-doors, fachadas de lojas, etc, resultando num diálogo inusitado com as obras de Poesia Visual. Para a poeta Andrea Lúcia, curadora da exposição, “esta é uma boa oportunidade para o público carioca e fluminense conferir como os trabalhos de diferentes fases desse poeta visual se relacionam com sua produção contemporânea”, pois a mostra traz para o Rio de Janeiro algumas criações recentes e mesmo alguns trabalhos inéditos do autor. Embora Tchello d’Barros tenha também publicado até o momento cinco livros de poemas ‘convencionais’, começou mesmo foi com poemas visuais lá pelos idos de 1993, em Blumenau – SC, e segue numa produção lenta mas constante, numa média de meia dúzia anualmente. Desde 2004 está radicado em Maceió – AL, e por conta das oficinas literárias que ministra sobre o tema, reuniu alguns trabalhos de séries mais representativas e estreou a mostra em 2006, no NAC – Núcleo de Arte Contemporânea, em João Pessoa – PB. Na seqüência, em 2007, foi exibida no Misa – Museu da Imagem e do Som de Alagoas, em Maceió – AL. Em 2008 foi apresentada no CEN - Congresso Internacional de Literatura Lusófona, em Blumenau – SC. Após essa passagem pelo Rio, a mostra segue a itinerância para outras capitais brasileiras.

Para a abertura da exposição em Santa Tereza , haverá também um sarau de poesia, coordenado pelo poeta Luiz Fernando Prôa, que realiza na cidade diversas ações literárias, além de editar o site Alma de Poeta, onde Tchello desenvolve algumas curadorias. No sarau, além da apresentação dos Poemínimos – micro-poemas Verbi-voco-visuais de Tchello d’Barros – diversos poetas estarão presentes para recitar seus próprios poemas. Na sequência, apresentação musical (guitarra, violão e piano) com Aloysio Neves trazendo arranjos de Toninho Horta, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, A. Neves, Joe Pass, Villa-Lobos e Tom Jobim, entre outros.

Programa

Abertura às 19:00hs

- Exposição de Poesia Visual - Tchello d’Barros

- Exposição do álbum Palavraria Pública - Tchello d’Barros

- Sarau Alma de Poeta - coordenação de Luiz Fernando Prôa

- Apresentação Musical (guitarra, violão e piano) - Aloysio Neves

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SERVIÇO

Abertura: quinta-feira 03 set 2009 - das 19 às 24h

Local: Livraria Largo das Letras - Tel. (21) 2221-8992

Rua Almirante Alexandrino, 501 Largo do Guimarães

Bairro Santa Tereza - Rio de Janeiro - RJ

Entrada franca

Visitação: 04 set à 04 out 2009 - Terça à Domingo - das 14 às 24h

Curadoria: poeta Andrea Lúcia - agatha_triste@hotmail.com

Mais informações: Tchello d’Barros - tchello@tchello.art.br

Agradecimentos:

Anna Mallet – Largo das Letras

Luiz Fernando Prôa – Alma de Poeta

Paulo Rafael – Pizzas Artesanais

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Informações Complementares:

Como chegar:

De carro: Pode subir pelas ruas Cândido Mendes, na Glória, Monte Alegre, no Bairro de Fátima, Joaquim Murtinho, na Rua do Riachuelo, é só seguir os trilhos do bonde.

De ônibus: Há duas linhas, 206 e 214, o ponto final fica na Av. Nilo Peçanha, ao lado do Buraco do Lume, antes de subir o morro tem parada na rua Gomes Freire, Lapa, em frente ao Supermercado Rede Economia e Banco Itaú.

De Bonde: Há horários de meia em meia hora, o último partindo ás 20:30h, é só se dirigir a estação ao lado do prédio da Petrobrás, na av. Chile, Centro.

Gastrô: no local pode-se tb degustar as Pizzas Artesanais de Santa Tereza, acompanhadas por um bom vinho, uma cerveja bem gelada, limonada suíça, doces e a cachacinha Caraíba, da cidade de Paraopeba, M. G, guardada em barril de jequitibá. Tudo ao ritmo e a velocidade tranquila do bairro de Santa Tereza.

Feriado: O espaço estará aberto também na segunda-feira do feriado de 07 de setembro.

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Thursday, July 23, 2009

Voos de Borboleta



"Voos de Borboleta"* é o meu novo livro com uma coletânea de 178 haicais em sua maioria em português, mas com alguns em alemão, esperanto e italiano. Revisado por Hugo Pontes, prefaciado por Leila Míccolis e com comentários de Antônio Mariano, Edith Janete Schaefer, Hugo Pontes, e Pedro Lyra.


"ENCONTROS COM A NATUREZA
por Edith Janete Schaefer Psicóloga, Ensaísta e Mestranda em Educação

Corremos muito. O mundo sofre com a efemeridade. Textos longos podem cansar, é preciso concisão! Os haicais surgem como possíveis linhas de fuga nessa corrida, são encontros com a natureza. Parar brevemente, ler, ser pungido em um encanto muito maior do que a brevidade do haicai. Haicais podem tocar. São certeiros por vezes. Os haicais de Chris, lembram um sopro de alma (psique) , que sai do corpo morto em forma de borboleta (psique), como um sinal de vida, fluidez e amor. Ora, o que seria da alma sem o amor? O que seria o mundo sem a polinização das borboletas? Chris poliniza, faz brotar, diversifica o ambiente em que vivemos. Seus haicais tem cheiro, cores e movimento. “Não há borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses” (Rubem Alves)"


Uma pequena biografia:

Christina Magalhães Herrmann nasceu no Rio de Janeiro. Estudou literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro; música e piano no Conservatório Brasileiro de Música (CBM). Desde muito jovem começou a escrever poemas e compor músicas.
Vivendo com sua família na Alemanha, desde 1996, trabalha como Web Designer e tradutora do Inglês e Alemão para o Português.
Seu espírito criativo, combinado à paixão pela Literatura Japonesa e Arte Digital, vem contribuindo para uma nova geração de haicais teuto-brasileiros.
Participou de diversas publicações de poesia impressas e digitais no Brasil, Espanha e Estados Unidos.
Idealizou e lançou em parceria com o Congresso Brasileiro de Poesia, em 2006 e 2007, cinco antologias de poesia, incluindo uma somente com haicais de poetas de suas comunidades virtuais.
Tem uma coluna quinzenal – a Orkultural – no conceituado portal cultural Blocos Online.
Em novembro de 2007 foi nomeada consulesa do movimento Poetas del Mundo em Dusseldorf, Alemanha, por indicação da poeta Delasnieve Daspet, embaixadora universal da paz para o Brasil.
Sítio oficial: www.christinaherrmann.com

* para adquiri-lo clique aqui.

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Monday, July 06, 2009

Revista Mirante - dedicação à literatura desde 1982

Chris Herrmann

Mirante é uma revista literária santista fundada pelo poeta Valdir Alvarenga em 1982, juntamente com Antônio Canuto.
Sem qualquer patrocínio, a revista ficou sete anos sem circular. Retornou graças ao esforço da poeta Claudia Brino, esposa de Alvarenga e coordenadora do Clube de Poetas do Litoral.

Nestes 27 anos, a Mirante publicou poemas de centenas de autores, não só da região, mas também de vários lugares do País. “Já recebemos trabalhos de Brasília, Pernambuco e São Paulo”, afirma Alvarenga. Vinícius de Moraes, Rimbaud, Pablo Neruda e T.S. Eliot, por exemplo, já freqüentaram as páginas da publicação. Da Baixada Santista, destacam-se nomes como Roldão Mendes Rosa, Madô Martins, Narciso de Andrade e Carolina Ramos, entre outros.





Meu poema "Faca afiada" na Mirante 65

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Tuesday, June 30, 2009

Diga-me, Paulo Ciranda

O novo cineclipe “DIGA-ME”, do projeto Cinema Possível, foi gravado com imagens do Rio de Janeiro, a partir do poema escrito a 4 mãos pelo Ícaro e a Borboleta ( Byafra e Chris Herrmann ), com música e interpretação de Paulo Ciranda. Dirigido por Jiddu Saldanha - Junho de 2009.




Um pouco de Paulo Ciranda

Cantor, compositor e violonista, nasceu a 3 de novembro de 1956, em São Fidélis - RJ.

Estudou flauta transversa e teoria musical com Hector Costita – SP, 1977.

Ciranda é o cantor e compositor que faz escala nos ‘‘festivais de música popular’’ pelo interior do Brasil, com participações no programa ¨Som Brasil¨(TV Globo), Feira de Cultura (TV Cultura SP), trabalho de pesquisa musical para a minissérie ¨Zumbi dos Palmares¨(TVE-Rede Brasil). Tem gravações em parceria com Dalto, Byafra, Amelinha, Marcos Sabino, Artur Maia e Nilo Pinta. Seu primeiro disco “Terra à Vista” foi lançado em 92 pela Niterói Discos, onde se encontra a canção “Água Ardente”, sucesso na voz de Byafra em trilha de novela Global. Em 98, lançou o CD independente “Mata Atlântica”, onde se encontra a faixa “Brisa de Itaipú”, executada pelo Discovery Channel. Em 2001 lançou o CD “Bicho Grilo” com Marcos Sabino e Forró Bem-te-vi, onde se destaca o Xote “Forró em Lumiar”. Em 2005 lançou o CD ‘‘Amore, Amour, Love, Amor“, pelo seu próprio selo “Prema”, seguindo na temática da ecologia e dos valores humanos, com músicos do primeiro time, tais como: Arthur Maia, Nilo Pinta, Paulão Menezes, entre outros. Apresenta-se com o grupo de violão e voz, cantando suas composições e dando sua interpretação pessoal a canções de: Zeca Baleiro, Geraldo Azevedo, Cássia Eller, Adriana Calcanhoto, Zé Ramalho, Gilberto Gil, e outros mais. Em 2006 e 2007 lançou os CDs ‘‘Tudo de Bom‘‘ e ‘‘Forrozando‘‘.

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Friday, June 26, 2009

A Arte de Airam Magalhães



Airam Magalhães é carioca, viúva de militar, mãe de seis filhos e artista plástica. Dedicou-se muito à pintura nos anos 80, bem como à organização e promoção de diversas exposições de artes e eventos culturais. Foi uma das Diretoras da ABD (Associação Brasileira de Desenho), onde recebeu uma Comenda por seus serviços prestados à Arte Brasileira.


Abaixo, um óleo sobre tela de 1986 de Airam, que ela me presenteou e exibo com orgulho no meu apartamento aqui na Alemanha.




Sítio da ABD (Associação Brasileira de Desenho) com a indicação da Comenda dedicada à Airam e a outros artistas pelos serviços prestados em prol da nossa cultura.



(Airam, de vestido azul, no centro da foto, quando recebeu a Comenda)


Após dedicar-se às artes alguns anos junto à ABD, Airam trabalhou também por conta própria, como promoter, até final dos anos 90/início de 2000 com uma equipe de colaboradores, onde o artista que não possuísse recursos (mas realmente posuísse talento) participava das exposições coletivas gratuitamente e obtinha o mesmo tratamento que os outros. Para Airam, o importante era que o artista não desistisse de seus ideais e tivesse a oportunidade de ter um começo digno. Muitos deles estouraram e há alguns que hoje vendem seus trabalhos em galerias no exterior. Airam nunca se importou em aparecer na mídia e nem fazia questão de divulgar sobre a Comenda que recebeu. Nem os vizinhos sabiam. Seu maior orgulho e realização era saber que os artistas estavam obtendo sucesso no caminho que escolheram. Mãe, eu também me orgulho muito de você. Parabéns, pela contribuição exemplar à Arte em nosso país.
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Thursday, June 25, 2009

Hugo Pontes e a Poesia Visual

Chris Herrmann


Há muito que admirava a obra artística de Hugo Pontes, quando em 2006 tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, no XIV Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves/RS e, assim, selar uma bela amizade. Meu livro de Haicais que está para ser lançado a qualquer momento, conta com a sua brilhante revisão e comentário. Aprendo sempre com este escritor de vanguarda, um dos precursores da Poesia Visual no Brasil, movimento que começou a despontar timidamente nos anos 70, ousando novos experimentos que não se estagnaram no Concretismo.


Hugo Pontes é natural de Três Corações-MG onde nasceu a 22 de julho de 1945. É formado em Letras/ Língua Portuguesa e Língua Francesa e Respectivas Literaturas. Tem especialização em Literatura Brasileira. É professor de Língua Portuguesa, aposentado pelo Estado de Minas Gerais;

Professor de Redação na Universidade de Alfenas, Campus de Poços de Caldas; Supervisor Pedagógico da Prefeitura Municipal de Poços de Caldas.

É jornalista e colabora escrevendo para diversos jornais de várias cidades de Minas Gerais. Em Poços de Caldas colabora com o Jornal da Cidade, Jornal da Mantiqueira e Jornal de Poços.


Com relação a suas atividades literárias e de pesquisa histórica apresenta em seu currículo uma extensa lista de atividades relacionadas com a poesia, o poema visual, o ensaio e a história. Tem 25 obras publicadas entre livros-solo e antologias. Sua obra de criação literária está voltada para o Poema Visual. Em 1997 publicou pela Editora Plurart’s "Defesa de Tese: Poemas sem Fronteiras; Em 2002 publicou Poemas Visuais e Poesias, pela editora Annablume e, em 2007, fez a reedição do mesmo livro.

Desde 1996 é um dos organizadores e curador da Mostra Internacional de Poemas Visuais de Bento Gonçalves-RS.


Mantém o sítio www.poemavisual.com.br , pioneiro para divulgação de poemas visuais de poetas brasileiros e do exterior.


Os poemas Nós e Rendição estão entre as suas obras visuais mais conhecidas.






O videoclipe produzido por Jiddu Saldanha para homenagear o poema "Nós" inspirou um "Haigato" de Hugo Pontes e Chris Herrmann:


Nós dois e o gato.

De onde parte a ação?

Quem provoca quem?



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Tuesday, June 23, 2009

A arte e a ciência


arte digital: chris herrmann - 2009


A arte e a ciência
Byafra e Chris Herrmann

Não há método que tudo prove
e nem destino inexoravel
A ciência não é exata
e nem a arte indomável.

Pois quando a dúvida o percorre
nem toda ciência é maleável,
nem toda arte o nó desata,
mas consciência é articulável.
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Saturday, June 13, 2009

Haicais "rebeldes"

Chris Herrmann


Muita gente ainda se pergunta o que significa "Haicai", também conhecido como "Haikai" no Brasil e "Haiku" no Japão e na maioria dos países do mundo.


Haicai é um poema com 3 pequenos versos, de origem japonesa. Chegou ao Brasil no início do século 20 e hoje conta com muitos simpatizantes, praticantes e estudiosos por todo o país. No transplante para outros países, como para o Brasil, o haicai sofre alterações em suas regras básicas, seja na tentativa de adaptá-lo à estrutura das línguas (como no "american haiku"), ao espírito social da época ou à sede de inovação, nem sempre bem visto ou aceito por parte de seus adeptos.


As quatro regras básicas do haicai clássico japonês são:

  • poema de 17 sílabas japonesas, em três versos de 5, 7 e 5 sílabas
  • contém alguma referência à natureza (diferente da humana)
  • refere-se a um evento particular (não é uma generalização)
  • apresenta o evento como "acontecendo agora", e não no passado.

Há também outras sutilezas típicas do haicai original, como colocar-se como observador do evento e não parte dele. Trazer em seu último verso algo a surpreender o leitor. Escrever com simplicidade, mas trazer reflexão.


Entretanto, há várias correntes de haicaístas pelo mundo que variam entre os que não aceitam a tese de que as línguas ocidentais são muito diferentes do japonês e, por isso, cabe mudanças/adaptações; os que aceitam apenas pequenas adaptações e os que, gradualmente, são flexíveis a releituras contemporâneas deste poema conciso.


Abaixo, dois vídeos que editei com meus (um tanto "rebeldes") haicais: O primeiro em português e o outro em alemão; imagens minhas em arte digital e música de fundo do grande compositor de rock e blues J.J. Cale, "A Thing Going On" (algo está acontecendo).


* Vale lembrar, apenas, que o vídeo foi ao ar antes do novo acordo ortográfico da língua portuguesa entrar em vigor. Portanto leia-se "voo" e não "vôo".




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Friday, June 12, 2009

Línguas em extinção - Alarme!

Chris Herrmann

Um problema sério e alarmante que vem acontecendo sistematicamente e passa despercebido por muitos. Mais de 7000 línguas do mundo estão em drástico declínio. Mais da metade podem morrer no próximo século, desaparecendo antes que elas sejam registradas ou documentadas. A Pop! Tech, a plataforma online de legendagem dotSUB, a National Geographic e o etnolínguista K. David Harrison fizeram uma parceria para solucionar o problema da extinção de línguas e ajudar a mobilizar um público global para evitar a perda do conhecimento humano e da cultura.

Escolha a língua desejada e assista ao vídeo com a palestra do Dr. Harrison, esclarecendo o porquê da extinção das línguas ser um problema bem mais grave do que se possa imaginar. Todos nós sairemos perdendo, e não apenas a comunidade na região da língua extinta.




Fonte: poptech.org.

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Tuesday, June 09, 2009

A Poetisa - artigo publicado na Alemanha

Chris Herrmann

O artigo "A Poetisa", sobre o meu trabalho cultural e, em especial, com a literatura, foi publicado com destaque nas primeiras páginas do jornal impresso de Maio/2009 do Círculo Brasileiro de Colônia e.V. na Alemanha, com distribuição, inclusive, para a Embaixada Brasileira em Berlim e o Consulado em Frankfurt.
O Boletim do Círculo Brasileiro, que este ano comemora seus 30 anos de existência, é um informativo mensal com notícias do Brasil, relações Brasil-Alemanha e atividades brasileiras no exterior. Tem um teor jornalístico e cultural elevados.
A Diretoria é composta pelas brasileiras Darci Weihs, Presidente, e Sônia Schneider, Vice-Presidente. Os colaboradores são Katia e Stefan Wittke.



(clique nas imagens para vê-las em tamanho natural)


Abaixo, a transcrição da matéria publicada:

"Chris Herrmann – Christina Magalhães Herrmann nasceu e cresceu no Rio de Janeiro. Estudou Literatura na UFRJ, Música (Piano e Teoria Musical) no CBM e, parcialmente, Teologia e Filosofia na FACEN. Fez outros cursos, incluindo Marketing (na ESPM) e Básico de Administração (FGV). Ainda no Rio, trabalhou muitos anos como Secretária Executiva Bilíngue e Tradutora. Ela chegou à Alemanha em 1996 e, desde então, vive com sua família em Hilden, uma cidade próxima a Düsseldorf. Seus dois filhos, segundo ela mesma destaca com satisfação, são sua fonte inesgotável de inspiração. Chris vem trabalhando na Alemanha com traduções e Web-Design, além de dedicar-se à Literatura com paixão. O Haicai – poema de três versos de origem japonesa – tem tornado seu trabalho poético ainda mais popular na internet e em publicações impressas. Em Novembro de 2007, foi nomeada Consulesa do Movimento Poetas del Mundo em Düsseldorf, Convite este feito pela Sra. Delasnieve Daspet poeta e Embaixadora Universal da Paz para o Brasil. Muito musical, Chris Herrmann também já compôs música, algumas em parceria com Roberto de Oliveira Costa. Atualmente, escreve para a coluna "Orkultural” de Blocos Online. Vem criando e mantendo blogs e comunidades virtuais de sucesso, nos assuntos filosofia, ciências, artes (especialmente literatura), e onde se realizam entrevistas arrojadas com nomes que vêm se destacando em diversas áreas e que já estão sendo editadas para compor o próximo número da revista impressa „Tempo Brasileiro”, sob o título de „Cultura e Cyberespaço“. Ela vem participando e organizando movimentos poéticos, como foi o caso de cinco antologias de poemas de suas comunidades virtuais, em parceria com o Congresso Brasileiro de Antologia, em Bento Gonçalves/RS, nos anos de 2006 e 2007. Chris tem trabalhos publicados (impressos e digitais) no Brasil, EUA e Espanha. Seu próximo livro solo „Voos de Borboleta“ – uma coletânea com 178 haicais em português, alemão, esperanto, inglês e italiano. A revisão foi feita pelo escritor Hugo Pontes (considerado o „Papa“ da Poesia Visual no Brasil), prefaciado pela escritora e novelista Leila Míccolis (autora de „kananga do Japão” e “Barriga de Aluguel”), co-editora de „Blocos Online“ – um dos maiores portais literários do Brasil. Há, também, comentários do próprio Hugo Pontes, Antonio Mariano Lima (poeta), Janete Schaefer (Psicóloga e ensaísta) e Pedro Lyra (poeta, professor, ensaísta e crítico literário). O livro já foi entregue à editora e, em breve, estará disponível para a venda. Mas já é sucesso antes mesmo de seu lançamento, como se pode observar pelos inúmeros comentários elogiosos dos fãs, junto a entrevistas que ela vem concedendo em sites literários.


HAICAI


A criança dança,

rodopiando a lembrança

à margem do tempo.


Chris Herrmann



TANKA


Voa passarinho,

vento o livre de mansinho

do peso do homem.


Arranha-céus não conseguem

concretizar as estrelas.


Chris Herrmann



Fonte:

www.christinaherrmann.com

http://pt.wikipedia.org/wiki/Chris_Herrmann

www.blocosonline.com.br

www.autores.com.br/ChrisHerrmann"

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Saturday, June 06, 2009

Haigatos / Haicats

por Chris Herrmann


Haigatos nada mais são que haicais com a temática Gatos. Comecei a "arranhá-los" alguns anos atrás quando tive o prazer de conhecer o grande mímico, poeta e artista plástico Jiddu Saldanha. Lembro que fiquei encantada com seu blog de Haigatos, pois eu já era uma apaixonada por haicais e sempre amei gatos. Tive vários quando criança. E os dois mais recentes, e que ficaram mais tempo em nossa casa, foram o Robin e o Tommy. Aliás, eu é quem dava os nomes e que gostava de ser mãe deles.

Falo sobre isso na entrevista que concedi ao Jiddu no blog Haigatos. Minhas duas irmãs não aceitavam ser tias, também eram mães. Na mesma entrevista, eu conto a aventura de tentar levar o Tommy a primeira vez ao veterinário no colo. Eu não era mais tão criança, mas o suficiente ingênua para acreditar que ele iria se comportar. Não fiz outra coisa senão ficar correndo atrás dele... e os vizinhos? Ajudando a procurá-lo e rindo (não necessariamente nesta ordem).

Robin e Tommy eram siameses, muito manhosos, belos e bagunceiros. O que não surpreende quem já os teve. Os gatinhos que os antecederam eram de outras raças, mas igualmente lindos (mãe de gato também é coruja, por mais estranho que esta afirmação soe! rs).

Pois ficaram algumas fotos e muitas lembranças em nossa memória das aventuras felinas em nossas vidas. E, por isso mesmo, tenho muito prazer em trabalhar os haigatos, como no slide-show abaixo, com 7 haigatos em inglês e português, totalmente inéditos. A música de fundo, "Year of the Cat" do Al Stewart, me traz uma lembrança única e maravilhosa do festival de música que participei com duas composições. em parceria com Roberto Oliveira Costa, no Rio de Janeiro, quando tinha 13 anos. Formamos uma banda para a nossa performance ao vivo, comigo ao piano, claro. Nesse mesmo festival apresentou-se - ainda como "caloura" - Fátima Guedes. E, durante os intervalos das apresentações, tocou-se muito "Year of the Cat", música até então pouco conhecida. Entretanto, ela ficou eternizada na minha memória e agora, também, "remasterizada" junto aos meus haigatinhos. Enjoy!

Year of the Cat - Haicats/Haigatos from Chris Herrmann
Link no YouTube


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Wednesday, June 03, 2009

CITAÇÕES: "Arte de Viver" - Byafra

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arte digital: chris herrmann, 2009




"A poesia sempre esteve presente.

Além de músico, sempre fiz letras de música.

Acho que um movimento muito importante está surgindo na internet.

Um movimento do qual você participa com muito afinco.

A tendência - e o cinema de alguma forma já faz isso - é unir todas as artes em espetáculos únicos.

A arte como manifestação em favor de um novo modelo de vida, um novo modelo de mundo, sem os atropelos da economia.

Um mundo onde não seremos apenas engrenagens de uma máquina, um mundo que não seja mudo à miséria, um mundo que nos dê prazer, um mundo humano e inteligente.

Por isso, acho que os artistas devem se unir para fazer manifestações artísticas pelo partido da arte, da arte de viver."


Byafra, no
Bate-Papo com o Cantor e Poeta BYAFRA
na comunidade Café Filosófico "Das Quatro"
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Saturday, May 30, 2009

A Cadeira N" 26 da Academia Momento Lítero-Cultural


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CADEIRA Nº 26

TITULAR
CHRIS HERRMANN (Christina Magalhães Herrmann – Rio de Janeiro, RJ)
Poeta, escritora, tradutora e antologista. Já compôs músicas. Cursou Letras (Literatura ), parcialmente filosofia e teologia e cursou Administração Básica na Fundação Getúlio Vargas e Propaganda & Marketing na ESPM. Estudou piano e teoria musical no Conservatório Brasileiro de Música (RJ). Atua na organização e divulgação de antologias e outros eventos literários. Mudou-se para a Alemanha em 1996 onde, com sua família alemã, vive até hoje.
Alemanha - 1ª participação : L.C. nº 760, 03 de fevereiro de 2006.

PATRONO
DENNIS KANN (EUA – 13/08/1941 - + 12/02/2002)
Poeta. Cursou Ciências da Computação. Doutorado Honorário da Universidade Internacional de Bombaim, Índia.
1ª participação : M.L.C. nº 304, 31 de janeiro de 1997.

GRANDE BENEMÉRITO
TERESINKA PEREIRA (Belo Horizonte, MG)
Poeta, contista, teatróloga, ensaísta e conferencista.Diploma de Filosofia (1973). Professora universitária. Presidente da International Writers and Artists Association.
Ohio, EUA -1ª participação : M.L.C. nº 206, 31 de março de 1995.

BENEMÉRITO
ELIANE ACCIOLY FONSECA (Belo Horizonte, MG)
Poeta e escritora. Psicanalista. Doutora em Comunicação e Semiótica.
São Paulo, SP -1ª participação : M.L.C. nº 421, 21 de maio de 1999.
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Selmo, sinto-me profundamente honrada em ocupar a cadeira de nr. 26 da Academia Momento Lítero Cultural através do respeito e da confiança no trabalho que venho desenvolvendo, com paixão, especialmente com a Literatura.

Gostaria de enfatizar que admiro-o muito como pessoa, amigo, poeta e também como grande ativista cultural que você sempre foi.

Deixo o meu forte abraço e o desejo de sucesso para esta nova e bela Academia.

Chris Herrmann

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Fonte: Academia Momento Lítero-Cultural
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Adm.SPP
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Monday, May 07, 2007

"Em Busca do Paraíso" - Christina Magalhães Herrmann




^Chris-Borboleta^

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Wednesday, April 25, 2007

SACIEDADE DOS POETAS VIVOS - DIGITAL


SACIEDADE DOS POETAS VIVOS – DIGITAL


Clique Aqui





A OBRA IMPRESSA


SACIEDADE DOS POETAS VIVOS foi uma coleção publicada pela Editora Blocos, durante a década de 1990, em 13 volumes. Ficou famosa por ser apenas 17 autores por antologia, e por ter conseguido reunir poetas de renome entre os participantes. Outro elemento diferencial: a característica temática, servindo de elo de ligação entre diversos tipos de propostas estéticas. Diversas cabeças pensantes escrevendo sobre um mesmo tema fornecem uma visão bem mais abrangente do assunto, e um material de reflexão muito maior.

Diferente do que possa parecer, o título da Coleção de Poesia não é uma paráfrase do filme “Sociedade dos poetas mortos”. É uma paródia dele, uma crítica a uma política cultural que dá mais valor aos poetas quando morrem do que aos que estão vivos na atualidade, o que gera uma enorme saciedade – no sentido de aborrecimento, tédio e fastio – em todos nós artistas da palavra.



A OBRA DIGITALIZADA

A partir 2006, a Coleção foi reativada com a mesma orientação editorial, só que agora, digitalizada e dentro do portal Blocos Online, que é um dos maiores e mais importantes espaços literários na Internet, reconhecido inclusive pela UNESCO, com cerca de 3.000 a 5.000 leitores por dia, aproximadamente 40.000 arquivos online e já com 8.500 autores – nacionais e internacionais –, sendo mensalmente acessado por mais de 80 países, nos quatro continentes.

A SACIEDADE DOS POETAS VIVOS pela Internet possui duas enormes vantagens: a tiragem, impressa, era de 1.000 exemplares, portanto, um público estimado em mil leitores; on line, esse número de leitores quase que centuplica em apenas um mês, sem ser necessários gastos com remessa e riscos de extravio de Correio. O outro benefício da obra on line é não ser vendida, portanto não exigir que o autor fique com exemplares em casa, ou que saia em campo para deixá-la em consignação.

O sucesso do vol. 1 disponibilizado em 25 de outubro de 2006 foi tão grande que, em janeiro de 2007, já eram lançados mais dois volumes, e já se pensa no próximo.



AUTORES


VOLUME 1

• Anderson Braga Horta • Carlos Arthur Newlands Júnior • Cathia de Almeida • Christina Magalhães Herrmann • Clodomir Monteiro • Cristina Rios Leme • Fabbio Cortez • Galdino Moreira Neto • Graça Graúna • Idalina de Carvalho • Jandira Zanchi • Leila Cristina Carvalho • Maria Dalva Junqueira Guimarães (Madellon) • Merivaldo Pinheiro • Onna Agaia • Solange Firmino • Vera Casa Nova

Tema: poeta/poesias



VOLUME 2

• André Martins • Astrid Cabral • Darlan Alberto Tupinambá Araújo Padilha (Dimythryus) • Débora Novaes de Castro • Eliana Mora • Eunice Arruda • Fernando Mendes Rosendo • Juçara Valverde • Lázaro Barreto • Márcio Catunda • Marco Bastos • Rogel Samuel • Romério Rômulo • Rosy Feros • Sandra Falcone

Convidados especiais: Glauco Mattoso e Neide Archanjo

Tema: memórias.



VOLUME 3

• Antônio Lázaro de Almeida Prado • Cláudia Belchior • Cláudio Schuster • Ivan Miziara • Lúcia Nobre • Luiz Paulo Serôa • Paula Cury • Regina Pouchain • Rita Moutinho • Sheila Pavanelli • Terêza Tenório • Vânia Moreira Diniz • Vera Vilela • Wilson Guanais • Xenïa Antunes

Convidados especiais: Affonso Romano de Sant'Anna e Gilberto Mendonça Teles

Tema: Corpos



VOLUME 4

• Ana Wilinski • Cármen Rocha • Christina Magalhães Herrmann • Condorcet Aranha • Fabbio Cortez • Fernando Paganatto • Gerson Ney França • Gisele de Carvalho • Leila Míccolis • Maria da Graça Almeida • Márcia Sanchez Luz • Marlene Andrade Martins • Patrícia Evans • Rizolete Fernandes • Silvia Paiva

Convidados especiais: Lêdo Ivo e Suzana Vargas



A SACIEDADE DOS POETAS VIVOS DIGITAL – Vol. 4 teve como tema, sugerido por Urhacy Faustino, “Entre quatro paredes”: a casa e as relações familiares: os cômodos (quarto, sala, cozinha), os objetos (televisão, geladeira, escrivaninha), os animais de estimação, as pessoas (pais, filhos, amantes), os sentimentos (cansaço, rotina desgaste, amor). As pessoas e os seus cotidianos. Seus sonhos e pesadelos. Seus medos e frustrações, seus humores, suas construções e desmoronamentos diários. Seus fantasmas. Dezessete poetas com abordagens interessantes e variadas sobre o assunto, algumas mais polêmicas e impactantes, como as de Fernando Paganatto, Leila Míccolis e Patrícia Evans, outras mais líricas como as de Ana Wilinski, Gisele de Carvalho e Silvia Paiva; há ainda a existencial de Maria da Graça de Almeida, a filosófica de Gerson Ney França, a multifária de Chris Herrmann, a clássica de Condorcet Aranha, a crítica de Cármen Rocha, a ontológica de Márcia Sanchez Luz, a instigante de Fabbio Cortez, a metafórica de Marlene de Andrade Martins, a lúcida de Rizolete Fernandes. Convidados especiais, prestigiando o projeto dois nomes reconhecidos nacional e internacionalmente: Lêdo Ivo, que é inclusive do Conselho Administrador do portal Blocos On line e Suzana Vargas.

Foi lançada dia 23 de abril de 2007, Dia Internacional do Livro, criado pela UNESCO.



CRÉDITOS

Capa: Vande Rotta Gomide

Título: Eduardo Feijó Netto Machado

Seleção de autores e textos: Leila Míccolis

Webmaster: Urhacy Faustino

Apoio cultural e Divulgação: CaravanaCult (Christina Herrmann e Clauky Saba)

Realização e hospedagem: Blocos Online http://www.blocosonline.com.br

E-mail: blocos@blocosonline.com.br






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Adm.SPP
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Saturday, March 17, 2007

Antologias 2006 do CF4 no XIV Congresso Brasileiro de Poesia

A "Trilogia" (3 antologias de poesia) da comunidade coligada Café Filosófico ´Das Quatro´ (CF4), que foi editada sob a coordenação de Ademir Antonio Bacca, Christina M.Herrmann, Edith Janete e Colaboradores, com apoio do Proyecto Cultural Sur e lançada no XIV Congresso Brasileiro de Poesia, em Outubro.2006 na cidade de Bento Gonçalves/RS.



^Chris-Borboleta^

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